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Seguro ou rastreador: O que é melhor para proteger sua moto?

Seguro ou rastreador: O que é melhor para proteger sua moto?

É cada vez mais comum a opção por sistemas de rastreamento, isso se deve ao custo elevado para se fazer seguro para motos.

O sistema de rastreamento tem sido uma boa opção, haja vista que os seguros de motocicletas têm um custo elevado. Segundo as seguradoras para o preço baixar é necessário ter mais clientes para reduzir o custo, mas são poucos os donos de motos que conseguem pagar o valor cobrado.

O seguro de uma moto Suzuki Intruder 125 0KM, por exemplo, que vale algo em torno de R$ 5.5 mil não sai por menos de R$ 636, o que equivale a aproximadamente 13% do valor do bem. Se fosse o seguro de um automóvel, o porcentual iria variar entre 5% a 8%.

Ramiro Fernandes Dias, diretor executivo do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul, em entrevista a Gazeta do Povo, declarou que “por aqui o índice pode ser até menor, cerca de 1,5%.” Há quem ache que o seguro não pesa no bolso. Pior é o prejuízo se o ladrão levar.

Não é fácil fazer seguro de motos

Muitas seguradoras não aceitam fazer o seguro de motos com menos de 250 cc por causa da política de aceitação de risco, principalmente se o veículo for usado para trabalho. Na maioria desses casos é praticamente impossível encontrar uma seguradora que aceite esse cliente.

O custo do seguro é alto porque tem poucos veículos segurados e as seguradoras não veem possibilidade de aumentar o número de clientes porque o volume de sinistros é muito grande. Contra o seguro de motos existe um dado do Seguro DPVAT que aponta serem as motos responsáveis por cerca de 25% da frota brasileira, mas que respondem por 59% dos acidentes.

As seguradoras também avaliam o perfil do condutor e o escore contra as motos aumenta. De acordo com a Abraciclo, o consumidor de motos têm entre 21 e 35 anos (40%) e é homem (75%). E esse perfil, para as seguradoras, é considerado de maior risco.

Motos de maior cilindrada pagam menos seguro.

Proprietários de motos maiores e que usam o veículo apenas para lazer pagam menos em relação ao valor do bem. Uma Yamaha Drag Star XVS 650, ano 2008, por exemplo, que vale algo em torno de R$ 20.000 pode ter o seguro feito por R$ 830, cerca de 4% do valor do bem. Bem menor que os 13% pagos numa Suzuki Intruder 125cc.

A saída seria usar um rastreador?

Muitos estão optando pelos rastreadores. Mas eles também tem custos e regras. Segundo o executivo da Car System, Elcio Ferandes “poucas companhias de seguros têm essa modalidade aberta para motocicletas e quando existe o valor é muito alto. Portanto, o bloqueador e/ou rastreador são as opções mais viáveis para esses usuários.”

O índice de recuperação de motos roubadas e que possuem sistema de rastreamento, segundo informado pelo executivo, é de 92%, porém, segundo Elcio, não há um padrão de tempo de recuperação. “Quanto antes for feito o comunicado, mais rápida será sua localização”, finaliza.


Fonte: Motonline


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